21-11-2014

Num país de mar, com ondas que convidam à prática de surf e modalidades familiares, tem lógica o surgimento da Surfstoke. Apresentada como “a rede social dos surfistas portugueses, esta app gratuita, disponível para iOS e Android, “promove a interação entre praticantes, criando a solução perfeita entre surf reports fidedignos e a competição saudável”.
A aplicação – lançada este mês por Joana Matos, Francisco Brito, João Rodrigues e Nuno Ferro – surge para “melhorar a forma como os wave riders comunicam entre si”, em Portugal ou noutro qualquer país. A estratégia de internacionalização está presente desde o início, como afirma a equipa: “O nosso objetivo está bem patente no nome: Stoke significa o êxtase de apanhar uma onda. E é este feeling que queremos levar a todo o mundo”.
Conforme se lê na apresentação do projeto, a exploração da Surfstoke decorre de “forma simples e intuitiva”. Os utilizadores “fazem check-in mal chegam à praia, criando um surf report que integra a informação do estado do mar (fornecida pelo Instituto Hidrográfico e automaticamente carregada na app) e a sua opinião – sustentada num comentário, rating e uma fotografia. De seguida, têm a opção de partilhar o seu report com todos os membros da app ou apenas com um ou dois amigos, salvaguardando os chamados secret spots”. Estes check-ins “permitem saber rapidamente onde estão os amigos a surfar e quais os spots que estão com melhores condições”. E quantos mais, melhor: “Os utilizadores ganham pontos por cada check-in que façam, entrando diretamente para o ranking Surfstoke. Os utilizadores com mais pontos têm ainda acesso a ofertas nas lojas parceiras do projeto”.
Já com mais de 600 utilizadores, a Sursfstoke abrange desportos de ondas, tais como surf, bodyboard, kitesurf, windsurf e stand-up paddle. Existe, no entanto, a possibilidade de alargar a app a outras práticas desportivas que partilhem “um estilo de vida semelhante”, tal como contou ao nosso site Joana Matos.
Mas a prioridade é mesmo crescer nos mercados desportivos predefinidos e a um nível global. “Iremos utilizar Portugal como mercado de teste para que, no final de 2015, possamos iniciar a internacionalização. Países com cultura de surf como a Austrália ou o Brasil são possíveis mercados para a Surfstoke” – realçou a empreendedora. Apesar de existirem alguns produtos concorrentes ao nível internacional, a startup portuguesa, sediada em Lisboa, acredita ter do seu lado “mais-valias que permitirão singrar neste meio”. Posto isto, estão traçados os objetivos para o próximo ano: “firmar a Surfstoke como a principal aplicação de desportos de ondas em Portugal” e, a partir de casa, criar bases seguras que permitam escalar “para o resto do mundo”. O desejo? “Que em qualquer local com ondas e surf esteja presente a Surfstoke”.
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