27-03-2017

Há um ano, João Neves concorria ao nosso Prémio com a Sensi Guitar. Ficou entre os finalistas. Ao longo deste tempo, o projeto ganhou maturidade e o universo da Sensi Music Systems, incubada na Startup Lisboa, tornou-se maior. Agora é tempo de conquistar mercado com um produto “revolucionário” a lançar brevemente, como nos conta em entrevista a equipa Sensi.
 
A Sensi é hoje uma startup com uma equipa e um portefólio alargados. Como definem o último ano, desde a vossa candidatura ao Prémio?
A Sensi deixou de ser um projeto pessoal [do João] para se tornar num negócio.
Quando entrámos para a Startup Lisboa, a ideia já não assentava simplesmente na Sensi Guitar, mas não tínhamos experiência no mundo dos negócios. Foi, pois, um ano em que estivemos a colmatar essa lacuna e a validar as nossas ideias entre potenciais clientes e pessoas com maior conhecimento de negócio. 
A chegada à Startup Lisboa coincidiu com a nossa participação no Prémio Nacional Industrias Criativas. Foram dois pontos-chave para a reformatação do projeto, com foco no mercado e num propósito como fio condutor: libertar os músicos de limitações criativas e ajudá-los a tornar as suas performances ainda mais espetaculares.
 
O que está a acontecer agora?
Estamos a desenvolver um produto standard com a capacidade de escalar e que responde tanto à nossa visão como às necessidades dos nossos clientes, mas também aos requisitos de um investidor. Ainda não estamos no mercado, mas planeamos entrar nele e revolucioná-lo o quanto antes, com este produto. Estamos a limar todos os pormenores.
A par deste lançamento, temos o grande desafio da internacionalização. Uma vez que estamos a falar do mercado de equipamento musical, com características muito especiais, temos de ser globais para podermos vingar. Queremos o nosso produto em todo o mundo e a ser usado nos maiores palcos. Simultaneamente, queremos ajudar os músicos portugueses – que são excelentes parceiros para validação e discussão de ideias – a ter a merecida visibilidade além-fronteiras.
 
O que podem adiantar sobre o novo produto?
Levará as funcionalidades especiais da Sensi Guitar para qualquer guitarra ou outro instrumento musical, sem necessidade de alteração do mesmo. É uma ferramenta que adaptar-se-á de forma muito simples às necessidades de cada músico. Tem até como mais-valia, em relação à Sensi Guitar, a capacidade de ser rápida e facilmente reposicionada ou usada em vários instrumentos. Não podemos adiantar mais, fiquem atentos… Acreditamos que vai revolucionar o mercado.
 
E tudo começou com a Sensi Guitar…
A Sensi Guitar tem sido uma das melhores ferramentas deste projeto. Foi extremamente útil não só para a sua divulgação, como para a validação da ideia e do mercado. Ela e outros elementos que já desenvolvemos (Cat's Brain e Lady Six Strings) levaram-nos a perceber onde está realmente a nossa mais-valia e diferenciação, o que levou à conceção deste novo produto.
Neste momento, a Sensi Guitar está completamente estável, com um funcionamento sem falhas. Já não há qualquer receio em que algo corra mal quando está a ser usada numa apresentação ou numa performance ao vivo, o que faz também dela um elemento bastante importante em alguns projetos musicais que estão mais ou menos "no forno"…
 
Como estão os outros sistemas já desenvolvidos pela Sensi?
Chegámos a versões finalizadas da tecnologia Cat's Brain [controlador de pedal] e do Lady Six Strings [software modular]. Apesar destes elementos já existirem há um ano, ainda não estavam estáveis por várias razões. Fazem parte dos setups para projetos musicais e também eles têm características especiais em termos de comunicação ou funcionalidade. Serviram, de igual modo, para validar a nossa visão e roadmap.
 
Que objetivos pretendem alcançar até ao final de 2017?
Queremos entrar no mercado; finalizar e lançar o nosso produto. Queremos com ele revolucionar o meio musical. Para o efeito, terá de ser praticamente à prova de fogo! Temos que aprimorar muito bem não só a parte funcional, como o design.
Queremos que os nossos produtos sejam considerados, por si só, obras de arte, e que sejam as primeiras fontes de inspiração para a arte que com eles é criada. 
Acerca deste novo produto, podemos avançar mais duas coisas: já existe uma prova de conceito completamente funcional e em termos de aparência estamos tão contentes com as ideias que, acreditamos, conquistará inclusive "não músicos"…
 
Para concluir, como foi a experiência no Prémio?
Foi essencial para o que o projeto é hoje. Quando ficámos entre os 10 finalistas, estávamos numa fase ainda bastante prematura do negócio. Esta participação permitiu-nos aprender muitas coisas; a nossa ideia foi colocada à prova – no fundo, foi uma espécie de micro-acelerador.
O Prémio coincidiu com a nossa entrada na Startup Lisboa; ambos foram responsáveis pela mudança de paradigma. Começámos realmente a pensar: "Quais são as melhores formas desta ideia fazer dinheiro e crescer?". Para além disso, o Prémio permite dar uma visibilidade ao projeto que sempre ajudará bastante. De uma forma prática, a semana do Programa de Imersão, no Porto, ajudou a fechar contactos com músicos e entidades do Norte do país.
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