04-07-2016

O Eurosonic, as plataformas online, os projetos globais: a música faz boas conversas no Super Bock CLAB. É já no dia 13, em Lisboa.

Portugal será o país em destaque na edição 2017 do festival Eurosonic, a realizar-se em janeiro em Groningen, Holanda. E porquê Portugal? Porque o país tem talento que merece chegar a toda a Europa; porque por cá, ao nível da música, há muita coisa a acontecer, incluindo uma forte cultura de festivais. Os motivos de escolha foram elencados, recentemente, pelo diretor e fundador do Eurosonic, que a eles deverá voltará, dia 13 de julho, no Pavilhão de Portugal: é Peter Smidt quem abre a conferência “The Future of Music”, integrada no Super Bock CLAB.
Com o futuro próximo começa um encontro que reúne, ao longo da tarde, protagonistas e agentes que estão a mexer com a indústria da música nacional e/ou a desenvolver conceitos e estratégias globais.
Primeiro, então, a montra fenomenal que será a Eurosonic, o maior festival consagrado à indústria musical europeia e seus valores emergentes. Anualmente, este evento concentra em poucos dias centenas de concertos e conferências. Buraka Som Sistema ou Amor Electro são exemplos de bandas nacionais que tiveram em Groningen uma rampa para o mundo, sendo de se esperar muito mais em 2017: será dado palco a cerca de 20 projetos portugueses (as candidaturas decorrem até 1 de setembro, no site da Eurosonic).
 
À volta da realidade nacional e dos novos horizontes conversam, depois, quatro profissionais do setor. Remar contra a maré, criando a oportunidade, está no sangue da Associação de Músicos Artistas e Editores Independentes (AMAEI), que neste encontro é representada por Hugo Ferreira, da Omnichord Records, editora de Leiria responsável por uma lufada de ar fresco na cena musical portuguesa (dois bons exemplos serão escutados neste Laboratório).
Nas mesmas águas teimosas se move a Why Portugal. É esta plataforma que está a fazer a ponte entre o nosso país e o Eurosonic. Mas está a fazer muito mais: como melhor explicará Nuno Saraiva, este projecto procura incessantemente a exportação da música nacional, e fá-lo através de uma agenda espantosamente dinâmica.
Motivação, resiliência e visão global – é preciso tudo isto, poderá completar João Afonso, cofundador e CEO do agregador Musikki e da nova plataforma Exclusiph. Se o primeiro, vencedor do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2013, reúne e partilha os mais diversos conteúdos onlique tenham a ver com música, a segunda abraça esta e outras áreas criativas em que a imagem conta, e muito. Ainda que pensados em português, ambos os projetos, com escritórios em Londres, têm um caráter assumidamente global. 
Completa este painel Jwana Godinho, da Música no Coração. Fundada em 1991, esta promotora está associada aos maiores eventos musicais do país, de festivais a concertos por artistas mundiais.
 
Uma terceira e última conversa traz à conferência as estratégias, online e offline, de promoção da música. Chegamos à praia de projetos como a Tradiio, uma plataforma e aplicação de descoberta e promoção do talento. Formando comunidades online, os utilizadores apostam nas músicas/artistas da sua preferência. Com Miguel Leite, vamos saber se é verdade, então, que “a música em Portugal nunca esteve tão bem”. 
À conversa está também David Molina, da Satta, uma plataforma online que apresenta sets feitos exclusivamente por artistas DJ. Integrando um canal de televisão em streaming, este é mais um projeto assumidamente global, iniciado há dois anos no Chile por dois portugueses.
Em domínios vizinhos se expressa a Musicverb, uma plataforma de gestão para a música ao vivo, que estabelece a ponte entre artistas, agentes e eventos musicais, de festivais a festas privadas. Rui Santos Couto é um dos fundadores de um produto online que tem na génese a experiência em agenciamento e produção de eventos.
Completa o painel a cantora e compositora Emmy Curl, que confere à conferência a visão dos artistas. Porque sem eles, vá lá, nada disto existia…
E Emmy nem chega a sair do palco do Laboratório: depois da palavra, é sua a música num miniconcerto às 19h00. Antes, outros dois showcases ficam sob a responsabilidade das bandas Les Crazy Coconuts e  Nice Weather for Ducks.

O Super Bock CLAB integra ainda uma exposição de fotografia para música, Supersonic (artigo em breve neste website). Como é habitual, vamos também entregar o Prémio Nacional Indústrias Criativas. São dez os finalistas (ver artigo).
A entrada no CLAB é livre, mas sujeita a inscrição prévia e à lotação do lugar. Inscreve-te AQUI.
 
(A ilustrar este artigo na página de abertura do nosso website: fotografia de Jorn Baars; edição 2016 do festival Eurosonic) 
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