15-11-2016

Estudo revela importância do setor criativo e cultural em Portugal.
 
A economia criativa tem uma dimensão transversal – com cultura e criatividade a penetrarem nos mais diversos setores de atividade –, sendo fulcral no desenvolvimento socioeconómico e no desenho do futuro. Esta é a realidade global que se afirma, também, no nosso país. É, aliás, “uma das chaves da solução para que a economia portuguesa volte a crescer”. Esta ideia foi deixada em Serralves, Porto, pelo prof. Augusto Mateus, no âmbito da apresentação do estudo “A Economia Criativa em Portugal - Relevância para a Competitividade e Internacionalização da Economia Portuguesa”.
Realizado pela Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados, este estudo surge por iniciativa da ADDICT - Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, que hoje assume nova identidade visual e um novo desafio: refletir o dinamismo do setor cultural e criativo ao nível nacional e apoiá-lo no esforço continuado de internacionalização. São vários os dados do relatório a validar este objetivo. Eis apenas alguns:
 
- Entre 2007 e 2015, as exportações das indústrias criativas cresceram 38%, para se situarem, em 2015, em 2,7 mil milhões de euros, ou seja, 4% do total de exportações de bens e serviços nacionais.
 
- As exportações portuguesas de bens criativos representam 2,6% das exportações totais de bens, valor que se encontra alinhado com a média da União Europeia (2,7%).
 
- O Design - onde se incluem produtos para casa e interiores, acessórios de moda ou joias – representava, em 2015, cerca de 80% do total de exportações de bens criativos nacionais. Em segundo lugar, mas com uma quebra entre 2007e 2015, surge o Artesanato (7,4%). Novos media e Artes performativas apresentavam uma tendência de crescimento, embora os seus valores sejam ainda modestos. Na situação oposta, com perda de peso nas exportações de bens criativos, encontravam-se Artes visuais, Edição e Audiovisuais (com perdas entre três e quatro pontos percentuais na última década).
 
- Já as nossas exportações de serviços das indústrias criativas assumem menor relevância nas exportações totais de serviços do que no referencial europeu (6,3%, face a 10,1% na UE).
 
- Nas exportações de serviços criativos manifesta-se o domínio (55% em 2015) do segmento Arquitetura (considerado em conjunto com serviços de engenharia e outros serviços técnicos). Por seu turno, o conjunto de serviços de Publicidade, estudos de mercado e sondagens de opinião representam 20% das exportações, registando decréscimos médios anuais de 0,5%. De acordo com o estudo, os serviços de I&D e os outros serviços pessoais, culturais e recreativos são responsáveis por, respetivamente, 9% e 10% das exportações portuguesas de serviços criativos.
 
- Em 2012, as profissões criativas representavam, no país, 1,3% do total de trabalhadores por conta de outrem. Programadores de software, jornalistas, programadores de aplicações, designers gráficos, de comunicação ou multimédia, arquitetos de edifícios e técnicos das atividades culturais e artísticas representavam dois terços do total de profissionais criativos. Entre 2012 e 2014, o trabalho assalariado nas profissões criativas cresceu 10%, ultrapassando largamente os 0,8% registados a nível nacional.
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