19-11-2014

Depois da Uniplaces (2012) e do Musikki (2013), este ano foi a vez da WESO, vencedora da edição 2014 do nosso Prémio, representar Portugal na maior competição mundial de novos projetos das indústrias criativas. Realizada anualmente em Copenhaga, a Creative Business Cup reúne os vencedores de concursos de âmbito nacional promovidos em dezenas de países pelo mundo inteiro. Ao longo de três dias (de 16 a 19 de novembro), a capital da Dinamarca tornou-se assim, uma vez mais, o palco universal do talento e do empreendedorismo criativo, juntando comitivas de mais de 50 nacionalidades.
O grande vencedor desta edição foi a CTAdventure, da Polónia, com Professor Why, um jogo para computador de carácter interativo e educativo. De acordo com o júri da CBC, os criadores deste projeto fazem a diferença "ao envolverem os utilizadores [do jogo] num processo de aprendizagem criativa", promovendo a descoberta de "áreas importantes como a química, a física e a matemática" com recurso a tecnologia inovadora e realidade aumentada.
Para o júri, a seleção do vencedor não se revelou uma tarefa fácil. Seriam muitos os participantes merecedores de destaque. E voltamos então à WESO: criada em 2012 pelo jovem compositor André Miranda, esta orquestra surgiu para produzir e interpretar música para a indústria cinematográfica mundial. O projeto, que procura destacar-se num mercado de reconhecida exigência (quando se quer figurar entre os melhores), tem na reunião de músicos portugueses a garantia de qualidade a preços competitivos. A entrada em Hollywood já aconteceu (através de “A Vida Secreta de Walter Mitty”, a estrear-se em 2015), agora só há que crescer, inclusive para outros segmentos do audiovisual (ver entrevista com André Miranda).
Foi, pois, com um excelente conceito, de carácter global e com grande potencial de crescimento, que o Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves chegou à Creative Business Cup 2014. Esta participação resultou, a exemplo dos anos anteriores, de uma parceria com a Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas (ADDICT). 
Saliente-se que este ano, e pela primeira vez, a organização de Copenhaga convidou cada país a participar na competição com mais quatro projetos/empresas. Portugal fez o seu “top five” entre os finalistas do nosso Prémio que receberam a Distinção por Categoria. Deste modo, e além da WESO, Beesweet, Casas em Movimento e Calligraphy Practice, a par do projeto Origama, puderam revelar o talento, a criatividade e o empreendedorismo existentes em Portugal. E todos, seguramente, têm hoje o mundo pela frente.
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