07-11-2014

Aos 24 anos, André Miranda é um exemplo de empreendedorismo cruzado com arte e talento. O jovem compositor fundou, em 2012, a West European Symphony Orchestra (WESO), um projeto nascido entre Nova Iorque e Lisboa. Votada à produção e interpretação de música para o cinema de Hollywood e do resto do mundo, a WESO quer alargar o seu campo de intervenção, contando chegar, muito em breve, à produção para software de música. Mas o que torna esta orquestra tão "nossa"? O facto de ser formada por músicos portugueses. O que a faz tão global? A garantia de qualidade superior a preços competitivos num mercado exigente. A poucos dias da participação na Creative Business Cup (17 e 19 de novembro), em representação de Portugal, conversámos então com “mr. WESO”, fundador do projeto vencedor do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2014.
 
Como surge a WESO?
Surgiu na New York University, no departamento de Film Scoring. Quando fui estudar para lá, como bolseiro da Gulbenkian/FLAD, comecei a aperceber-me da existência de uma indústria com necessidades a que poderia responder muito bem em Portugal. Resolvi juntar alguns amigos em Lisboa, numa primeira fase, e fazer uma experiência. A partir daí o projeto foi desenvolvido na NYU e agora está na sua reta final para o lançamento em 2015.
 
O que é a WESO neste momento; e o que mais pretende ser?
A WESO é uma produtora de música para filmes com uma orquestra à sua disposição. Pretende expandir-se para áreas adjacentes das indústrias criativas e dos media, sempre relacionadas com música, como é o caso do desenvolvimento de software nesta área, algo que vai começar em breve.
 
Que projetos constam já do vosso portefólio?
Ainda estamos a começar, mas já trabalhámos com os Orelha Negra, com o Rodrigo Leão para o filme "Njinga, a Rainha de Angola", de Sérgio Graciano, e mais recentemente estivemos envolvidos na produção musical de um filme do Ben Stiller, a estrear-se no próximo ano.
 
Quais são os mercados WESO?
EUA, Reino Unido, Coreia do Sul e Portugal são os principais.
 
Em que termos decorre a colaboração dos músicos com a orquestra?
A WESO conta com cerca de 140 músicos. São profissionais com carreiras independentes, a quem recorremos quando existe um novo projeto.
 
Como tem sido a experiência proporcionada pelo nosso Prémio? O que ganhou já a WESO ao vencer esta competição?
O prémio tem tido um impacto muito positivo na nossa comunicação em Portugal e nos EUA. Na New York University, a WESO vai ser apresentada em destaque, o que nos dá credibilidade. As pessoas recebem as notícias com muito interesse e embora [a vitória do Prémio] ainda seja algo muito recente, que estamos a explorar, penso que está a ter um efeito positivo na descoberta de novos clientes. Recentemente, começámos a colaborar com um agente em Hollywood.
 
Este é um projeto global, feito entre Lisboa, Nova Iorque e... Santa Comba Dão. Depois, há o resto do mundo. Como é a orgânica da WESO; o que acontece onde?
A WESO ainda é um projeto em crescimento, por isso ainda está a alguns anos de atingir o seu pleno funcionamento. Nos EUA é onde são feitos os contactos mais importantes e os de âmbito internacional. Mesmo muitos dos os contactos que temos em Seul, na indústria sul-coreana, são feitos nos EUA, onde existe uma comunidade muito forte e bem estabelecida da Coreia do Sul. Em Lisboa é onde são produzidos os projetos, onde está a nossa "fábrica", por assim dizer... Em Santa Comba Dão é onde a Etnoideia [empresa a que está associada a WESO] está a investir em diversas áreas, não limitadas à música.
 
És músico/compositor e és um jovem empreendedor. Isto é o óbvio… Se te pedíssemos para fazeres a tua própria apresentação, o que acrescentarias?
Uma apresentação pessoal? Acrescentaria que sou bastante otimista e muito paciente com os outros, mas pouco paciente comigo próprio... Fico ansioso até ter a performance que estabeleci para mim mesmo. Essa ansiedade acaba por me motivar a trabalhar melhor e mais eficientemente até atingir o objetivo pretendido.
Sobre mim, posso ainda acrescentar que tenho um fascínio enorme por outras culturas, principalmente as asiáticas. Penso que, hoje em dia, é indispensável conhecer-se a China ou os Estados Unidos para se compreender o mundo.
 
O que vai acontecer em 2015? Ou seja, daqui a um ano o que poderás contar?
Em princípio, em 2015 devemos assistir a um crescimento na dimensão média dos clientes da WESO. Surgirão, também, oportunidades para a WESO no campo do software! Vai ser um ano muito interessante e com potencial para crescer.
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