01-06-2017

Pensamos que andamos descalços, mas não. Bem, quase... É esta a sensação de liberdade que se experimenta com IGUANEYE, a marca e o conceito de sapatos que fizeram de Olivier Taco, designer francês instalado no Porto, um dos finalistas da edição 2017 do Prémio Nacional Indústrias Criativas. É ele que aqui explica, melhor do que ninguém, um projeto inspirado na sabedoria em estado do puro dos índios da Amazónia.
 
Não são sapatos
“IGUANEYE é um conceito único. Não são sapatos. É um novo conceito de proteção dos pés sem os aprisionar. Permitem andar com a sensação de se andar descalço. A dupla pele em elastómero acompanha os movimentos para um suporte e um conforto únicos.”
 
É bom saber o que é bom
“As pessoas que gostam do IGUANEYE são atraídas pelo desenho e o conceito diferenciados, pelo design moderno e confortável. São inovadoras, com atitude, não esperam saber pelos outros o que é bom... O nosso público-alvo são, sobretudo, urbanos entre os 25 e 45 anos, no entanto o nosso mercado é muito mais abrangente. Abrange, inclusive, as crianças.”

Aprender com os índios
 “O conceito IGUANEYE leva-nos à floresta da Amazónia. Os índios mergulhavam os pés diretamente na borracha das árvores para os protegerem.
Quando chega o verão, todo o mundo gosta de tirar os sapatos. O ideal é mesmo ter a possibilidade de andar descalço na areia ou na relva. Mas será que podemos mesmo andar descalços em qualquer lugar? Infelizmente, não. IGUANEYE permite andar calçado como se andasses descalço, em qualquer lugar.”

A culpa foi do windsurf
“Criei o primeiro par IGUANEYE ao cortar uns sapatos de plástico para fazer windsurf. Foi em 2009, no sul da França. Ao ver a reação das pessoas quando me viram com eles, resolvi criar a conceito de negócio. Criei o primeiro modelo IGUANEYE e depois também o cortei… Ou seja, continuei a retirar material! O novo modelo está ainda mais perto do conceito de se andar descalço”.
 
Crescer no lugar ideal
 “A IGUANEYE está incubada no Polo das Indústrias Criativas (PINC) do UPTEC. É um lugar lindíssimo, ideal para trabalhar. Está a correr bem.”
 
Contacto positivo com os outros finalistas do Prémio
“O trabalho de um empreendedor pode ser, de algum modo, solitário. Foi, por isso, muito bom participar no Workshop de Imersão Empreendedora [iniciativa que faz parte do programa do Prémio Nacional Indústrias Criativas] e estar com outros empreendedores, conhecer os demais finalistas. Cada um tem ideias e energia fora do comum. Ouvir as historias dos outros permite relativizar as nossas próprias dificuldades.”  
Depois, trabalhar com pessoas associadas à dinâmica do Prémio, quem têm uma grande experiência no desenvolvimento de projetos, foi um luxo! Posso afirmar que o meu business canvas nunca foi trabalhado com tanta precisão.” 
 
Já a pensar no inverno
“No futuro próximo, quero lançar um novo produto e encontrar um distribuidor grande nos EUA e na Alemanha. Tenho de contratar uma pessoa com vocação comercial. E tenho de trabalhar sobre um novo conceito adequado ao Inverno.”

CONHECE OS OUTROS FINALISTAS DO PRÉMIO AQUI.
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