16-12-2014

As CreativeMornings (CM) são palestras/conversas ao pequeno-almoço, de participação gratuita, realizadas uma sexta por mês em dezenas de cidades do mundo inteiro. Em Portugal, o conceito tem expressão no Porto. Na próxima sexta-feira, das 8h30 às 10h00, há café e bolinhos no Palácio das Artes, mas sobretudo partilha de ideias, desta vez em torno do tema global “Education”. Luís Falcão, com uma actividade profissional repartida entre a escrita e o ensino (sobretudo na área do Cinema), é o convidado especial. 
Cumpre-se, assim, a 18.ª CreativeMorning no Porto. Por esse motivo, reeditamos aqui a entrevista realizada em outubro com a organização local da iniciativa. A ideia a reter: estes encontros são um concentrado de energia e inspiração – não admira que a comunidade de participantes regulares seja cada vez maior. Por isso, uma sugestão: se queres participar, trata de efetuar a reserva…

Como e quando surgiram as CM no mundo? E como chegam ao Porto?
Surgiram em Nova Iorque, por iniciativa da Tina Roth (swiss miss). Basicamente, ela queria saber o que os amigos andavam a fazer e desfrutar mais vezes da energia inspiradora que surge de uma boa apresentação e do encontro com pessoas apaixonadas pelo que fazem.
As CM chegaram ao Porto porque a Sofia Herrera, o Gil Ribeiro e o escritório de arquitetura Parqur as quiseram trazer, e porque passaram num processo exigente de seleção.
Já agora, a notícia das CreativeMornings chegou ao Porto pelos nossos amigos das CM de Barcelona.
 
Realizam-se em dezenas de cidades de todo o mundo. Em Portugal, porquê só no Porto?
A “CM-Headquarters” só abre capítulos [secções locais] em cidades de mais de meio milhão de habitantes e tenta diversificar a sua localização no mundo. Imagino que [para a organização] em Portugal não seja prioritário ter mais do que um capítulo – e nós concorremos e ganhámos. No entanto, é possível que as CM acabem por chegar a Lisboa, a única outra alternativa no nosso país.
 
Existe uma agenda comum a todas as CM dos diferentes países ou, dentro do conceito, cada organização local pode estabelecer a sua agenda?
Inicialmente, os vários capítulos só partilhavam o conceito e a marca, depois, e em debate interno, decidimos reforçar o que partilhamos globalmente. Agora há uma palavra comum a todos para cada sessão mensal, uma espécie de ponto de partida para a escolha do orador. E houve nos primeiros dias de outubro o primeiro encontro mundial, que juntou todos os capítulos em Nova Iorque.
 
Que balanço pode fazer-se em termos de adesão do público e de entidades parceiras?
O público tem vindo sempre, com a maioria dos eventos a esgotarem (não se esqueçam de reservar o vosso lugar o mais cedo possível!). Já termos espectadores assíduos, sendo que a nossa principal ambição é criar uma comunidade. Por cada orador que convidamos queremos também ganhar um novo espectador, e que cada vez mais um número significativo dos nossos oradores também venha de quem nos vem ver.
Temos recebido o apoio regular de algumas entidades, primeiro a UPTEC, agora a Fundação da Juventude e desde sempre o Canal 180. Pontualmente, temos tido patrocinadores mensais para o pequeno-almoço, mas ainda estamos à procura de mais apoio que nos permita assegurar a logística dos eventos com mais antecedência.
 
O que move quem faz as CreativeMornings?
Fazemos as CM porque gostamos de boas histórias e achamos que elas nos levam longe e nos carregam todos os dias. Adoramos andar às cavalitas de histórias. E acreditamos no valor da partilha e do encontro, valores em que se enquadram as CM. E, claro, adoramos café e bolinhos logo pela manhã...

Nota: Esta entrevista foi publicada em 27 de outubro de 2014. Sendo agora reeditada, foram retiradas as questões alusivas à CreativeMorning desse mês (que teve o "Crossover" como tema global).
OUTRAS NOTÍCIAS
CITY CHECK. Descobrir a cidade através de jogos

CITY CHECK. Descobrir

a cidade através de jog...

WONDER COVER. Joga com amigos à volta do tablet

WONDER COVER. Joga

com amigos à volta do tabl...

SOUND PARTICLES. De Leiria para Hollywood

SOUND PARTICLES. De

Leiria para Hollywood

IGUANEYE. Afinal (não) estamos descalços

IGUANEYE. Afinal

(não) estamos descalços

Grandes ideias no pequeno ecrã

Grandes ideias no

pequeno ecrã

Sensi quer revolucionar meio musical

Sensi quer

revolucionar meio musical

Candidaturas encerradas

Candidaturas

encerradas

MAIS NOTÍCIAS  1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   13   14   15   16   17