28-10-2014

Entende-se bem o buzz à volta da Storyo, a aplicação para smartphones que cria de forma fácil e automática pequenas histórias animadas a partir das fotografias que vamos tirando. Em poucos meses, foram realizados mais de 150.000 storyos (para algo pioneiro, um léxico novo que podemos traduzir por pequenos filmes) em 120 países. Portugal, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Brasil são os mercados com mais utilizadores. Apresentada em julho passado, esta app, até agora só disponível para iPhones, chega em novembro aos dispositivos Android. São, enfim, muitos os motivos para se conhecer melhor este projeto junto de quem o concebeu: uma equipa 100% portuguesa, da empresa Nativo.

(NOTA: Esta entrevista foi realizada em finais de setembro. À velocidade com que a Storyo está a expandir-se pelo mundo, alguns números foram já ultrapassados. Procedemos à sua atualização nesta introdução. No corpo da entrevista, optámos por colocar em parêntesis retos os dados mais recentes, ou seja, conhecidos publicamente em 27 de outubro de 2014).
 
Quais são as características e mais-valias da Storyo?
A Storyo cria histórias a partir das fotografias que vamos tirando com o nosso iPhone, transformando-as em conteúdos mais interessantes. Graças à informação que as fotografias contêm (dia/hora e localização) criamos pequenos storyos animados com mapas, aos quais acrescentamos músicas e temas de animação. O facto de serem feitos automaticamente, graças a um algoritmo criado por nós que está em processo de patente, é a grande diferenciação da aplicação e o que torna a experiência muito fácil para o utilizador. [Além dos filmes compostos por cada pessoa], temos também histórias feitas de forma totalmente automática pela app, que surpreendem o utilizador porque são realizadas sem a sua intervenção. São exemplos o storyo de 30" sobre a semana passada ou o storyo com a colagem de fotografias das pessoas na nossa vida (existentes no telefone), entre outros.
O que nos levou a fazer a app foi a ideia de criarmos uma forma nova, o mais simples e automática possível, de as pessoas comunicarem entre si e partilharem os seus momentos e experiências. Os autores de todos os storyos somos nós, utilizadores, e a própria app, em co-criação. A Storyo é, por isso, pioneira na criação de histórias geradas por um computador.
 
Como está a ser a sua evolução no mercado?
A app ainda está em beta, tendo sido apresentada no mercado português em julho de 2014. Está a crescer diariamente, ganhando novos utilizadores. Mais importante ainda, está a ser usada de forma regular por parte da sua base de utilizadores. Já fizemos 100.000 [hoje mais de 150.000] storyos. É ótimo sinal.
 
Qual a expressão da Storyo no mundo?
Estamos já em 99 [agora 120] países. Nascemos globais desde o primeiro dia. Neste momento, Portugal, Estados Unidos, Brasil e Grã-Bretanha são os mercados que melhor estão a reagir ao projeto.
 
Em termos de concorrência, existem ofertas similares à vossa?
Existem aplicações que fazem conteúdos a partir de fotografias. Mas não há outras aplicações que criem conteúdos de forma automática, num formato facilmente partilhável, como são os nossos storyos.
 
Há já data para chegarem ao sistema Android?
Novembro de 2014.
 
Como surge a Storyo? 
A Storyo é a primeira spin-off da Nativo e conta com três fundadores: Filipe Vasconcellos (CEO), Leonel Duarte (Chief Creative Officer) e Manuel Costa (Chief Technology Officer). Cada um contribui com o seu know-how. É uma equipa portuguesa mas com grande experiência global, que está a explorar o ecossistema digital e usa a criatividade como ferramenta para resolver todos os obstáculos—de negócio, de engenharia e de design.

VÊ O VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DA STORYO e CONHECE UMA HISTÓRIA

LÊ ARTIGO NO SITE COMPUTERWORLD SOBRE O PRÉMIO XAMMY CONQUISTADO PELA STORYO
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